quarta-feira, março 11, 2009

"O mal existe e não tem cura"

“Mentes perigosas”, editora Fontanar, escrito pela psiquiatra brasileira Ana Beatriz Barbosa e Silva é um dos grandes sucessos editoriais do momento.

Para mim, chega a ser um livro de “utilidade pública”, pois nos ajuda a identificar pessoas psicóticas e nos ensina a fugir delas.
A psiquiatra nos alerta que o mal existe sim, e temos que fugir dele. De acordo com seus estudos, 4% da população mundial sofre de algum distúrbio psicótico, a maioria homens.
Ana Beatriz explica que o indivíduo psicótico tem plena consciência de que está errado, mas não se importa com o que faz, não tem sentimentos, não se arrepende e nem tem dó da vítima, e sempre repete os erros.
De acordo com a autora, são indivíduos que gostam de fazer outras pessoas sofrerem e não se incomodam com isso. “Geralmente, eles escolhem pessoas boas de coração e as usam, mentem, iludem, machucam, sem o menor remorso”.
“Nesse caso, enquadram-se “falsas amigas” que ouvem suas lamúrias, dão conselhos, aproximam-se e depois que tem sua confiança e sabem detalhes da sua vida, usam seus sentimentos para fazer intrigas e distorcer sua vida, causando danos profundos”.
Também é o caso de homens que se aproximam de mulheres honestas, boas, as seduzem e fazem-nas apaixonarem-se por si, envolvendo-as num jogo de sedução e poder. Esses homens são sedutores e apaixonantes e quando pegam os pontos fracos da vítima, oferecem amizade, carinho e amor.
Mas logo, eles revelam a verdadeira face e provocam profundo sofrimento na vítima. Desprezam-na friamente, matam seus sonhos impiedosamente, sem o menor sentimento de culpa, e partem para a próxima vítima, como se não tivessem feito nada de errado.

Ana Beatriz avisa: são mentes perigosas, é a prova de que o mal existe e não tem cura. No livro, ela afirma que psicopatas nascem com um funcionamento cerebral que não permite conexão com os outros seres humanos – e por isso agem sem limites. A médica diz ainda que é um equívoco relacionar psicopatas apenas com pessoas capazes de atos violentos ou assassinatos em série. “Eles são 4% da população e podem ser qualquer pessoa: um colega de trabalho, a amiga, o namorado, marido ou um filho”.
A psiquiatra afirma que temos que ter consciência de que a maldade existe:
"Nós, latinos, afetivos, passionais, temos dificuldade de admitir que existem pessoas más. Ao contrário do doente mental psicótico que não tem consciência do que faz, o psicopata sabe exatamente o que está fazendo. Ele tem um transtorno de personalidade. É um estado de ser no qual existe um excesso de razão e ausência de emoção. Ele sabe o que faz, com quem e por quê. Mas não tem empatia, a capacidade de se pôr no lugar do outro.”

A autora (foto) alerta:
“Todos os psicopatas têm em comum a ausência do sentimento em relação às outras pessoas. Não conseguem se colocar no lugar do outro, daí agirem de forma fria e sem arrependimentos. O que caracteriza o psicopata não é o nível do crime, mas a forma como ele o comete, a predisposição para planejar e executar sem nenhum sentimento em relação à vítima.”
Para Ana Beatriz, não é fácil detectar um psicopata, num primeiro momento, especialmente quando temos alguma ligação afetiva com eles:
Mas há algumas características básicas entre eles: falam muito de si mesmos, mentem e não se constrangem quando descobertos, têm postura arrogante e intimidadora por um lado, mas são charmosos e sedutores por outro. Costumam contar histórias tristes, em que são heróis e generosos. Manipulam as pessoas por meio de elogios desmedidos.
Se tiver de começar a desconfiar de alguém, desconfie dos bajuladores excessivos. Chefes também podem ser psicopatas – o que costuma se manifestar pelo assédio moral aos funcionários. Um dado interessante é que eles não sentem compaixão, pena, remorso. Mas sabem, cognitivamente, o que é ter esses sentimentos. Daí representarem tão bem – e às vezes exageradamente – a vítima.”
A médica explica que as vítimas quase sempre são pessoas generosas, em especial aquelas que não acreditam no mal e costumam tentar justificar as atitudes de todo mundo.

Ela alerta que nem sempre os psicóticos são homicidas: “É um equívoco pensar que apenas assassinos seriais são psicopatas. Um psicopata pode nunca ter a necessidade de assassinar, mas ele resolve suas questões matando vidas afetivas e financeiras, prejudicando pessoas de forma irreversível, mas sem agredí-las fisicamente.”

Ana Beatriz Barbosa ensina: “Não podemos fazer concessão. Diante dos sintomas expostos, temos que fugir dessas pessoas e cortá-las da nossa vida, pois elas são más e impiedosas, por onde passam deixam um rastro de destruição.

Os psicopatas são perversos, provocam traumas nas outras pessoas, mas não tem sentimentos e tendem a se repetir, não procuram ajuda, pois não acham que estejam errados. Então, cabe às pessoas normais , e de coração bom, identificarem as pessoas más e fugirem delas.”

Obs. A foto da escritora foi copiadado site www.revistaepoca.com.br

10 comentários:

Anônimo disse...

Aqui está um tema que me diz respeito.Já li muitos livros referentes a pessoas com este tpo de comportamento,para poder compreender o que se estava a passar comigo.Au principio eu pensava que estava doida,depois comecei a culpabilizar-me do que me estava a acontecer e enfim atraves da leitura(Marie-France hirigoye- "Assédio moral")comecei a ver melhor a realidade das coisas,este flagelo existe na nossa sociedade,é bem real,tao real,que se pode transformar num pesadelo até ao resto da nossa vida,mesmo destrui-la completmente.Estes predadores necessitam do mal dos outros para viver,como nós necessitamos do ar para respirar.

Aninha

Rodrigo Costa disse...

Bem, eu começo por ter algum cuidado, quando se fala de psiquiatras. Não porque tenha alguma coisa pessoal contra a profissão, mas porque são poucos os que estão preparados para mergulhar e compreender a complexidade da essência humana, porque, pura e simplesmente, lhes escapa a noção do funcionamento da própria Vida. Não basta frequentar a universidade, concluir o curso e fazer o mestrado. É ecessário, antes de mais, que se seja alguém intuído e experimentado, porque as questões profundas não se resolvem com fórmulas decoradas. Psiquiatra sem ser pensador... não existe --veja-se o que está a passar-se com a questão da bipolaridade, tida como doença, e que não é mais que o resultado da educação permissiva de que são ou foram objecto pessas que, a montante, são ou foram superprotegidas.

Quero eu dizer, portanto, que o problema começa por ser psicológico; começa por ser devido ao método educativo,que faz de pessoas,que deveriam ser expostas às questões da vida, vítimas sempre próximas da ruptura de stress, porque, goradas as expectativas --a ingenuidade e a euforia--, a depressão é o destino natural de quem não tem respostas nem se preparou para as desilusões; de quem sempre teve quem fizesse tudo,e não pôde saber, em tempo oportuno, quanto a vida custa.

Ora, estupidamente, a maior parte dos psiquiatras usa a medicação, quando se impõe a reformulação educativa.

Eu tive já a possibilidade de dizer a três especialistas, quando acompanhava uma pessoa --mulher, por acaso--, que o grande trabalho não é o do psiquiatra, mas o do pedagogo; aquele que tem que acompanhar e refazer a coluna das prioridades,corrigindo, até à exaustão, erros que se repetem.

Devo dizer que, para ajudar essa mulher por quem me apaixonei, tive que esquecer o amante e ver a relação deteriorar-se, porque apenas o "pai" poderia salvá-la. O amante não era a prioridade.

Eu não me afligi, porque, a partir de certa altura, o meu objectivo tornou-se provar que era possível acabar com os dramas e deixá-la melhor preparada para outros futuros, até por que a diferença de idades que nos separava ser-lhe-ia desfavorável, se eu visse nela apenas a fêmea com que gostava de acasalar.

A relação morreu, naturalmente, porque, nestas situações, o pedagogo não é o profissional com o cronómetro por perto ou com a empregada a interromper a consulta e a dizer que o próximo paciente já chegou, para que não seja o médico --eu prefiro chamar-lhe o técnico, porque é menos profundo-- a arcar com o ónus da ocasião. Aqui, o trabalho é tão exaustivo, que a líbido se apaga e desaparece a vontade de sexo. Tornámo-nos, aparentemente, o inimigo, porque é necessário que as pessoas façam o que nunca fizeram: o exercício de autonomia; fazer pela vida, ir, também, ao encontro das coisas,e não se limitarem a esperar por elas. O que isso não lhes dói! Mas o remédio não deixa de o ser só porque arde.

Peço desculpa por me alongar, mas o assunto é sério. Não pode ser tratado de ânimo leve.

Havendo, naturalmente, razões do foro bioquímico --a homossexualidade, a congénita, deriva disso mesmo, da disfunção hormonal--, é necessário ter em conta os contextos em que as mentes aparecem e se desenvolvem, porque há muito de razão afectiva na base de indesejáveis comportamentos.

E se fizermos uma auto-análise consciente, perceberemos que, em algum momento, tivemos comportamento psicótico ou aparentemente psicótico, porque não conseguimos passar pela vida sem que façamos alguém sofrer e sem que soframos em consequência de comportamentos de alguém. O Instinto de sobrevivência tem uma força enorme.Ele é,também, a sede do Instinto de posse, e a Razão é só a tolerância que o Instinto concede, mas isto enquanto ele não acha que deve segurar o leme.

Sou suspeito, é verdade, porque sempre tive um bom relacionamento com "marginais", porque sempre tenho compreendido --ou julgo-- a natureza dos que são "integrados". Diria, até, que muitas das psicoses são criadas e ou favorecidas por pessoas "irrepreensíveis", acima de qualquer suspeita. Se procurarmos e estivermos atentos, encontraremos, na área da Justiça --uma área de importância mais que comprovada--, pessoas com tremendos desequilíbrios, carregadas de frustrações, de traumas, porque ninguém consegue amarrar suficientemente o Instinto, para se tornar imune e exemplar.

Um alexitíco --a dificuldade para perceber e lidar com sentimentos-- não é, necessariamente, um psicopata. É alguém com os sensores menos apurados. Aliás, dizer-se que os psicopatas têm todos ausência de sentimento... é, no mínimo, imprevidente. Há quem cometa os crimes mais hediondos, exactamente porque sente. Expressar-se-á, isso, sim, de modo errado. Mas qual é a base?

Há, também, as pessoas que falam muito de si mesmas, sem que isso seja, necessariamente, indício de anormalidade. Pode ser, simplesmente, a procura de reconhecimento, a insegurança, o
reflexo de lacunas afectivas; a necessecidade de que se sinta ou saiba que, como pessoas,elas também existem. São tremendos os vazios de afecto. Eles podem tornar-nos heróis, mártires ou criminosos.

Dificilmente se pode ser juíz ou psiquiatra aos 30/35 anos --depende da vivência, é claro, porque o conhecimento e a experiência não estão, directamente, dependentes do factor cronológico, mas do modo como se vive. No entanto, as questões que dependem, directa e principalmente, do Pensamento, exigem maturidade, vivência.

E quanto à arrogância, é necessário saber-se se falamos de arrogância ou de convicção. Aqui, em Portugal, a mediocridade confunde humildade com servilismo, e o indivíduo que se esforça por aprender e chegar a conclusões, afirmando-as de modo convicto, tem, para parecer humilde, que começar e acabar por pedir desculpa aos estúpidos.

Eu costumo dizer que a febre não é sintoma de uma só doença. Mais, a minha irmã, que recupera,agora, de uma pneumonia, não soube dela pela temperatura, mas pelo cansaço, pela tosse e pela dificuldade em respirar.

Que existem pessoas más?... pois há! mas quantas foram ou são vítimas de pessoas boas? Pode-se ser bom, sem, em algum momento, fazer vítimas.Pode, porque, más ou boas, todas as pessoas fazem escolhas... e alguém semagoa.

Zezé disse...

Talvez eu não tenha me expressado bem. Apenas fiz a resenha desse livro que acabo de ler e me fascinou.
A autora é uma cientista renomada. Não trata-se de um livro de elucubrações teóricas e filosóficas.
É a publicação de um estudo científico que foi feito com o cérebro de pessoas más. Explica a metodologia e como se chegou ao resultado, como só fiz a resenha, quem quiser saber mais deve ler o livro.
Concordo com a autora e ressalto: o mal existe sim, e não tem cura.
A obra não generaliza casos patológicos, mas trata especificamente de pessoas que aproximam-se de outras tão somente para lhes fazer mal e não sentem o menor remorso por isso. Causam sofrimento e não estão nem aí.
O estudo em questão comprova que tais indivíduos tem problemas etruturais no sistema límbico, área do cérebro que controla as emoções.
É algo muito profundo para ser explicitado nesse espaço.
Concordo com as conclusões da autora, porque ao longo dessa minha vida já me deparei com inúmeras pessoas extremamente más, sedutoras, dissimuladas, falsas e que realmente não se importam com o efeito nocivo da sua maldade. Tenho casos assim até na minha própria família.
O livro é um alerta para as vítimas dessas pessoas doentes, que não tem cura, pois sempre repetem-se, sem culpa.
Concordo com a autora: ao perceber os sintomas, devemos fugir dessas pessoas, antes que elas nos destruam. E algumas dessas pessoas quase me destruíram, uma bem recentemente, pois nos envolvem como uma teia de aranha e sugam nossa energia vital, como vampiros.
Não é uma questão de escolhas, existem pessoas com esse problema no sistema emocional e que realmente não se importam com a consequencia dos seus atos.
Quem não sabe de casos de falsas amigas? Essas a quem abrimos nossa casa (e temos que ter cuidado com a "casa virtual" também) e de repente fazem da nossa vida um inferno, por pura maldade?
Quem não sabe casos de homens maravilhosos que seduzem mulheres românticas, enchem a cabeça delas de ilusões e sonhos e depois fogem, sem a menor consideração e já partem em busca da próxima vítima pra fazer o mesmo?
O livro fala sobre esse tipo de pessoa: que se aproxima de outra, entra na vida do outro, se faz de amigo e depois dá o bote e some. Sem o menor remorso, e já parte pra fazer tudo de novo com a próxima vítima.
O mundo está cheio de gente assim. E lá na Bíblia já está o bom conselho: "guarda o teu coração". Ou seja, não abra sua porta pra quem você não conhece bem, o resultado pode ser sua própria destruição. Cuidado com a "porta virtual" também.
E o livro alerta: tome cuidado com "amizades fáceis", que se chegam rapidamente querendo saber tudo da sua vida, pra depois usar isso contra você.
Mulheres: cuidado com homens sedutores e paixões que se afloram rapidamente, você pode estar diante de um louco desses, que depois de cativar seus melhores sentimentos, vai te desprezar e fazê-la chorar lágrimas de sangue. Então ele parte pra próxima vítima, sem o menor remorso ou considereação com seus sentimentos.
O mal existe sim, e temos que estar alertas. E um bom conselho é sempre procurar ter referências de quem se chega a nós.

Rodrigo Costa disse...

Zezé, eu peço, naturalmente, desculpa,mas não posso ficar sem fazer uma ou outra observação:

Primeiro, não existem só homens com esse tipo de comportamento. Há mulheres, também. Há daquelas mulheres que gostam, desculpe, da "rapidinha" e que não querem, no dia seguinte, que ninguém lhes lembre ou as chateie. Portanto, concentrar toda a maldade, no que refere aos relacionamentos amorosos, digamos assim, nos homens, será fazer uso, apenas, de meia verdade, porque, para além de não haver santos nem santas -a mente humana, a imaginação, não tem limites-, há homens e mulheres que valem poucos figos. Apenas isto.

Nas relações amorosas, ultrapassada a fase, cronológica, da adolescência, o grande problema são os medos, o receio de pessoas que querem receber sem dar, por medo à dependência, porque a paixão ou o amor -que não são, necessariamente, a mesma coisa, podendo coincidir- são uma droga,um vício que nos torna vulneráveis, é um facto; e que, tolhendo de medo, tira às pessoas que não estão preparadas e ou que não são educadas, a noção do respeito devido aos sentimentos e às pessoas, mas o amor é um vício, e sofre-se porque ele assiste e porque não acontece -continuo a pensar e a dizer que a grande parte dos cientistas são apenas técnicos sem intuição nem experiência de vida. Cientistas, cientistas... são muito poucos, contam-se pelos dedos, e temo que não sejam necessários todos.

Infelizmente, as pessoas, na sua maioria, visa os corpos. No caso das mulheres, então, é frequente escolherem, com olho clínico, o sacripanta que lhes há-de dar cabo do juízo, pura e simplesmente, porque é bonito. E quando procuram um amor calmo, o abrigo de algum homem que faz mais uso da inteligência do que do pénis, ou se assustam ou encostam-se, aceitam a guarida, mas não conseguem passar sem a aventura com um tipo que lhes pareça mais apessoado.

Dir-me-á que o contrário também acontece. Pois é. É como digo no anterior post: o problema não é de homens nem de mulheres, mas do género humano -dou-lhe razão, quando diz aue o espaço é pouco, para podermos expressar o que achamos que podemos dizer.

Felizmente, os relacionamentos, quaisquer relacionamentos, não me assustam, porque não espero para além de mim. Costumo dizer, inclusive, que tudo o que me acontece se deve à minha existência, porque ninguém me obriga, mesmo que finja, a criar megalómanas expectativas. Bastaria que eu não existisse, para que as coisas não me acontecessem.

Ora, se é assim, por que vou eu atribuir as culpas a quem eu acho que me magoa, desbaratando o tempo de crescer e de transformar os factos vividos em experiência, para que não se repita o mesmo logro? Não sou um génio, procuro ser adulto.

Há mulheres românticas como há homens românticos. E há, uns e outros, queixando-se de desamor, de incompreensão, de incorrespondência... Mas isso é o pão nosso de cada dia, porque não é, nunca foi nem será fácil encontrar a alma que nos complementa; aquela pessoa que, junto ao corpo, tem a alma que nos convém.Eu digo, muitas vezes, que, no Céu, alguém, no sector dos acabamentos, trai Deus e troca os cérebros e os corpos, pondo raciocínios extraordinários em corpos que não são modelo, e preenchendo esqueletos formosos com caca de passarinho.

É um drama, é um facto, o que me leva a concordar que, mais do que algozes, as pessoas são vítimas, até de si mesmas.

Seria impossível que a Internet fosse algum meio que viesse redimir a Humanidade. Antes dela, segundo dizem, veio Cristo, que morreu, precisamente, à mão de medrosos, de gente que temeu perder o poder, porque a verdade e o sentimento nunca trazem fortuna. Pelo contrário, porque as pessoas só gostam de ouvir o que lhes convém.

Euestou aqui, perante o munitor, como se estivesse consigo, pessoalmente, porque estou, apenas, por meu gozo. Gosto de dissertar, sem nem me importar com o que pensa a meu respeito, porque eu sou, para mim, o que há de mais importante.Sou eu, antes de mais, quem tem que respeitar-se; sem aventar a hipótese de me prostituir, procurando deixar uma imagem agradável. Não é difícil encontrar extraordinárias imagens. Difícil é encontrar alguém que raciocine, com quem a conversa se transforme em afrodisíaco, qualquer que seja o contexto do relacionamento ou da conversa.

A Internet vem, tão-somente, confirmara a natureza do ser humano, no que ele tem de bom e de mau. Aqui, até, mais de mau, porque as pessoas acham que podem esconder-se e fazer-se passar pelo que não são. Podem, até, participar incógnitos, anónimos. Cuidado, porque as palavras falam e dizem a verdade, mesmo quando mentem.

Porque haveria eu de ter medo de falar consigo ou com outra pessoa qualquer, se, na minha consciência, não existe o sentido da falta, da desconsideração? Por que haveria de reduzir o meu tamanho e recear dizer o que sinto, como penso e o que sou?...

Eu não entro neste tipo de diálogos com objectivos de romance ou casamento. Ninguém gasta tanto tempo e tantas palavras na discussão de assuntos sérios, esperando acabar na cama. Do mesmo modo que, para tratar de qualquer matéria ou assinar contrato, eu não necessito de que seja ao almoço ou ao jantar, à mesa. Porque, quando a questão é de refeição e de sexo, eu não quero que venham com papelada. Cada coisa em seu sítio e em seu tempo.

Medo, por quê, se não for por medo de nós mesmos, de nos sentirmos inseguros; de termos a consciência a pesar?...

Sabe, com certeza, que, quem passa a vida a mentir, não consegue aceitar que alguém possa dizer-lhe a verdade. É terrível. E é por issoque todo o vigarista vive em permanente desassossêgo, porque carce de acreditar e não crê que alguém possa ser sério. Está a ver como quem faz vítimas se torna vítima, porque tudo quanto atiramos, tarde ou cedo, vem ter connosco?

Eu percebo que há livros que vendem bem, mesmo que preenchidos de disparates. Se assim não fosse -dado o tempo que corre-, ficariam na prateleira, porque a generalidade das pessoas quer é espectáculo, circo, emoção. E se a autora do livro fosse uma mulher avisada, madura, desinteressada, teria outra postura; trataria de outro modo a realidade, mas não seria negócio. Ou, pergunto: fogirá, ela, dos psicopatas que, aceitando tratar-se, a procuram e lhe pagam?... De facto, a juventude paga um preço elevado. Não se pode ter tudo!

Esperando não ser razão de susto, para si ou qualquer outra pessoa, eu limito-me a dizer o que penso, enquanto as pessoas me admitirem nos seus espaços. Não sou de grandes discussões sem sumo. E, assim que me parece aconselhável, deixo de participar.

Faz parte da maturidade a capacidade de olhar as pessoas olhos-nos-olhos, mesmo que sejam feios ou bonitos. É bom sintoma, quando as pessoas, sem medo, podem tratar-se pelo nome. É disso que os fantasmas têm medo.

O mmeu abraço

Susana Ferreira disse...

É isso mesmo amiga Zezé,eu não vi nesse livro mas já li num outro que tenho ou aqui pela net,e sei que quem tem personalidade psicótica,não tem sentimentos,não sente arrependimento,nem remorsos,quando erra não cai em si e vê que errou para se emendar,enfim é alguém que tem uma disfunção cerebral sem ser necessariamente um homicida por exemplo.Mas claro que a maldade existe,e existem pessoas más e não só pessoas boas,no entanto também essas pessoas más podem não ser necessariamente psicopatas.
Acho que também para certos problemas mais vale um psicólogo que um psiquiatra,psiquiatra pode ouvir alguma coisa que se diz,mas alguns também se deixam enganar pelos seus pacientes e mais apenas passam medicamentos para drogar as pessoas enquanto um psicólogo estuda a mente e o comportamento das pessoas.Devemos estar atentos á maldade,enfim por vezes é por certas circunstâncias e histórias de vida que as pessoas ficam assim,mas deixa lá que a maldade não destrói uma amizade forte.
beijinhos
susana

Susana Ferreira disse...

Não concordo muito com o que li aqui da bipolaridade ser uma consequência de se ser subprotegido.
A doença bipolar,que tem várias fases,e que se pode ter crises mais fortes ou há quem tenha menos sinais,é uma doença que se deve a um problema quimico no organismo,a falta de litio que desencadeia essa doença.
beijinhos

Zezé disse...

Sim meu amigo, mas insisto, é apenas a resenha de um livro, o assunto é sobre o conteúdo do livro, que é a publicação de uma pesquisa científica.
Eu não disse, e nem o livro, que somente os homens são desonestos nos relacionamentos amorosos e esse não é o foco.
Não julgue a autora sem ler a obra. E ela não trata dos psicopatas e sim das vítimas deles, o trabalho dela é bastante respeitado aqui no Brasil.
No meu blog todos podem dizer o que pensam, afinal, chama-se "Sem Censura", mas ninguém é obrigado a concordar com ninguém!
Cada louco com sua mania!

Rodrigo Costa disse...

... Termino com o meu pedido de deculpas.

Maria disse...

Vida(...),
não para de passar.
enorme loucura,
festivais sujeitos a serem reais.

Conceição Duarte disse...

Zezé, temos muito que ler por aqui minha linda!
Gostei da sua obesrvação em dizer que o Clodovil foi mai homen que muitos que estão na Câmara dos deputados. Concordo em número , gÊnero e grau. Parabéns. Bjus CON