segunda-feira, fevereiro 23, 2009


"Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo." Eça de Queiróz

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Malandro da alta sociedade é outra coisa...


Toda pessoa é considerada inocente até que se prove o contrário. E a quem acusa cabe provar...
Logo, não estou acusando ninguém injustamente, MAS as evidências estão mostrando que a tal brasileira na Suiça é uma golpista que inventou uma farsa para lesar o governo Suiço. Certamente ela achava que lá fora a justiça fosse tão ineficaz quanto a nossa.... Se deu mal.
Como a fulana é filha de não sei quem, que é não sei o quê, não sei aonde, a justiça brasileira logo ofereceu todo apoio do mundo para ela, "coitadinha". E a imprensa brasileira fica "toda cheia de dedos" quando fala do caso, certamente seguindo "ordens superiores" para não falar mal da filhinha do papai. E emprego pra jornalista não está fácil, então: quem pode manda, quem tem juízo obedece!

Essa tal Paula é uma vergonha para o Brasil e não vítima. Está na cara que ela queria dar o golpe no governo suiço e inventou uma mentira escabrosa. A própria família diz que ela não tem problemas mentais...
Pra mim, é somente uma golpista, malandra, e o governo brasileiro deveria ter vergonha na cara de perder tempo com ela. Tem muita gente decente no Brasil precisando de um olhar da Justiça, mas como a fulana é filha de não sei quem, que é não sei o quê, ficam paparicando ela. Façam-me o favor! Criem vergonha na cara!
Meu ouvido não é penico.

ACORDA BRASIL!


Por que, ao invés de perder tempo com malandra profissional, a justiça brasileira não trata de despachar os milhares de processos encalhados? E de preferência, com as sentenças lícitas, ou seja, sem suborno (se não for pedir demais...) Serviço por aqui não falta. Deixem a justiça Suiça fazer o trabalho dela em paz.

O assassino da irmã Dorothy foi solto, por que não se faz justiça nesse caso????? Será que é porque a justiça brasileira anda ocupada demais protegendo malandros da alta sociedade?

terça-feira, fevereiro 17, 2009

O livro da minha vida


Monteiro Lobato,
Quando minha mãe contou que estava grávida, meu pai profetizou: "vai ser menina, vai se chamar Maria José, como a avó, e vai ler o Sítio do Pica-Pau-Amarelo". No dia seguinte, ele comprou o livro do Sítio, que ficou guardado por seis anos.
Aprendi a ler e escrever com quatro anos de idade, e nunca mais parei. Escrever, para mim, é tão essencial quanto respirar.
O primeiro livro que li foi "O gato de botas", aos quatro anos. As letras eram imensas e tinha mais figura que texto. Dois anos depois eu já tinha lido dezenas de livrinhos e também já lia a revista "Recreio", sempre incentivada pelos meus pais.
Quando fiz seis anos, papai achou que eu já conseguiria entender o Sítio, então me entregou o presente há tantos anos guardado.

O Sítio do Pica-Pau-Amarelo foi o primeiro livro "grande" que eu li. Quase não tinha figuras, ao contrário dos que eu era acostumada a ler.
Mas, figuras pra quê? Se eu podia imaginar tudo o que estava escrito! Era incrível como eu podia visualisar as personagens e construir os cenários no meu imaginário!
Dois anos depois, aos 8 anos, já na terceira série do colégio, a professora Terezinha de Melo Pereira adotou o Sítio como leitura obrigatória. Então, o li pela segunda vez.
A dona Terezinha foi uma professora fantástica, que entendia muito do universo infantil. Ela me comparava à falante boneca Emília e fez a quarta profecia que se cumpriu na minha vida: disse à minha mãe que achava que eu seria jornalista... E mais, ela é de Taubaté, a sua cidade Monteiro Lobato! Até hoje lembro-me dela explicando que a palavra Taubaté significa "Rio das Borboletas".
A leitura do Sítio na sala de aula era assim: todos os dias, os últimos 20 minutos da aula eram para a leitura do livro. Cada dia um lia um trecho da obra em voz alta e o restante da turma acompanhava lendo em silêncio. E uma vez por semana, cada um escolhia uma passagem que foi lida durante a semana e fazia uma redação de 15 linhas sobre o tema.

Quando estávamos quase acabando nossa leitura coletiva, começou a passar o Sítio na televisão! Fiquei um pouco decepcionada, porque algumas personagens não eram exatamente como eu imaginara.
A primeira versão do Sítio-do-Pica-Pau-Amarelo apresentada pela TV Globo foi maravilhosa, mas as posteriores perderam o encanto com a troca dos atores.
Depois de tantos anos, dia desses vi um capítulo da versão atual do Sítio na TV. Sinceramente, aquilo está muito longe de ser o Sítio da minha infância.
A televisão "acabou" com a obra. Se bem que as crianças de hoje em dia também mudaram (e para muitoooooooo pior).
Monteiro Lobato, você acredita que as crianças de hoje não sabem brincar de faz-de-conta e não tem a menor idéia do que seja pirlimpimpim?
Monteiro, acabaram com a infância! É com tristeza que vejo crianças bem pequenas carregando celular e passando o dia no computador e a noite vendo programas de adultos na televisão...

Fico pensando, como alguém pode crescer sem saber brincar de faz-de-conta?
Que pais são esses que não ensinam os filhos a lerem o Sítio?
Me diga Monteiro, que graça pode ter a vida de alguém que nunca brincou de faz-de-conta? Que nunca imaginou o sabor dos bolinhos da Tia Nastácia? Que nunca se encantou com a sabedoria do Visconde Sabugosa? Que não conhece a Cuca e o Saci? Como pode existir alguém que nunca se divertiu com as danações da boneca Emília?
Hoje em dia é assim. As crianças já nascem adultas (e vazias, mal criadas, sem limites...) e quando crescem viram adultos vazios, insuportáveis e sem criatividade, porque não tiveram infância...
Você faz muita falta, meu grande amigo Monteiro Lobato.

sábado, fevereiro 14, 2009

Tempo perdido


BlogBlogs.Com.Br




Para a blogagem coletiva do
Varal de Idéias


É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...

Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...

Não tenho medo do escuro



Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...

Tão Jovens! Tão Jovens!...

(Renato Russo)

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Penetração do poema das sete faces



(A Carlos Drumond de Andrade)

Ele entrou em mim sem cerimônias
Meu amigo seu poema em mim se estabeleceu
Na primeira fala eu já falava como se fosse meu
O poema só existe quando pode ser do outro
Quando cabe na vida do outro
Sem serventia não há poesia não há poeta não há nada
Há apenas frases e desabafos pessoais
Me ouça, Carlos, choro toda vez que minha boca diz
A letra que eu sei que você escreveu com lágrimas

Te amo porque nunca nos vimos
E me impressiono com o estupendo conhecimento
Que temos um do outro
Carlos, me escuta
Você que dizem ter morrido
Me ressuscitou ontem à tarde
A mim a quem chamam viva
Meu coração volta a ser uma remington disposta
Aprendi outra vez com você
A ouvir o barulho das montanhas
A perceber o silêncio dos carros
Ontem decorei um poema seu
Em cinco minutos
Agora dorme, Carlos.

Elisa Lucinda

*Elisa Lucinda é atriz e escritora brasileira, natural do Espírito Santo. Sua literatura aborda o cotidiano e destaca-se cada vez mais no cenário nacional.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Eva e Lilith na TV


Altas horas da madrugada. Sentadas ao redor da mesa de um programa qualquer de tevê as duas mulheres são convidadas a expor suas exóticas histórias de vida. Poderia ser um programa como qualquer outro se essas duas não fossem justamente as duas mulheres de Adão.
A entrevistadora faz as apresentações, agradecimentos e o merchandise de sempre e finalmente, após a "musiquinha da chamada", começa o debate.




Eva, sabendo do gênio de Lilith (foto), decide intervir ao seu jeito.
- Lilith, entrega o jogo de uma vez, conte a história que o povo não conhece. Adão era insuportável mesmo.
-Pô, o Adão... Adão era um bunda mole. Eu, não entendo até hoje porque a humanidade aceitou esse papo furado de que eu era a parte má do ser Adâmico, o ser humano original, homem e mulher perfeitamente fundidos...

- Perfeitamente, não. Na verdade, o projeto sofreu um recall divino... interfere Eva mais uma vez.

- 'Tá bom, tinha um erro de projeto que deixou a gente auto-suficiente demais. Surgiu a solidão, sabe?; uma vontade doida de sentir prazer com outro alguém que não se realizava...
- Paraíso só na punhetinha não dava, né?
- Cala a boca, Eva, cacete!
- Foi o puto do Samael que desenhou essa libido. - completa Eva.
- Mas, continuando o que eu dizia, chegamos a um consenso com o Projetista para separar nossos corpos em dois seres complementares. Era uma idéia genial pra matar a nossa solidão e, claro, a vontade corrosiva de fuder também. Infelizmente, a mão-de-obra no início dos tempos era muito inexperiente e não dosou bem a divisão. Se eu soubesse que iam fazer a merda que fizeram eu não deixava. No final, o Adão ficou com tudo, até a raiz do nosso nome original. Os nossos pedidos eram encaminhados através dele porque Deus não queria que a divisão acarretasse o dobro na demanda de desejos. O desgraçado começou a "viajar" e dizia que era a personificação de nossa identidade anterior, Deus o escolhera e blá-blá pão duro. Ele era só uma espécie de representante da turma, porra. Eu não passava de uma personalidade desviante pra ele.
- A irada face de Lilith deixa uma lágrima à mostra
-Em resumo, eu era inferior na opinião daquele sacripantas. - irrompe o choro e a platéia solta um oh! compassionado.
- Que coisa horrível! Que Monstro! Diz a apresentadora emocionada. Emocionada ao pensar no Ibope que dá ver uma mulher chorando.
- Eu fiquei com a maior parte da libido, com o lado selvagem e sem medo. Sabia que era igual e exigia respeito. Adão ficou com o medo, com a soberba e a babaquice. Ficou com medo de mim, parte de seu passado que agora queria em segredo, e, por isso, não aprendeu comigo a amar.
-Você queria amar vindo por cima, na hora que o desejo pintasse e ele não aceitava essa sua segurança?
- Eu era a ousadia e ele me rejeitou. Responde Lilith à apresentadora.
- E você não sofreu com isso?
- Sofrer, sofrer, não... Fiquei magoada, sim, pois gostava daquele safado. Mas eu era também o primeiro ser que pisara na face do planeta e não ia ficar me remoendo só porque a minha "outra parte" decidiu que era a cereja do bolo da criação e não encarava um fio terra de vez em quando. Os incomodados que se mudem, não é mesmo?. Fugi bradando indignação contra o Projetista e, na calada da noite, aprendi a cavalgar os ventos e deixei aquele viadinho no Paraíso. Decidi que ia procurar o inventor dessa vontade maluca de fuder que eu tinha e iria me acabar de tanto transar.

- Uau! Debaixo dessa pose de mandona você é uma safadona, hein? Vamos chamar os comerciais e continuar nosso papo no próximo bloco.

Texto de Henrique Silva Santos, do blog:

http://www.pakkatto.blogspot.com/

domingo, fevereiro 08, 2009

Para a confraria dos cafajestes

Dedico esse poema da genial Marina Colasanti aos cafajestes de plantão.
Isso mesmo, os "cafas", que são o que mais tem no mundo. Chego a me perguntar se existem exceções para essa regra...
"Cafa" é aquele que "canta tudo que se move" e não pode ver um rabo de saia (seja real ou virtual)... É aquele que só pensa em satisfazer seu ego imenso e desconhece a existência da palavra consideração.
Os cafas são tão imbecis que quando têm a sorte de encontrar um amor verdadeiro, são incapazes de reconhecê-lo.
Isso mesmo, os cafas são capazes de jogar no lixo, impiedosamente, os mais nobres sentimentos da mais sensível e sincera criatura.
Homens, deixem de ser ridículos! Olhem-se no espelho e coloquem a mão na consciência! Mas antes, lavem as mãos, tá?
Tenham vergonha na cara e parem de tratar suas companheiras como se elas fossem privada, onde vocês se aliviam e pronto!


Sexta-feira à noite


Sexta-feira à noite
os homens acariciam o clitóris das esposas
com dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
contam dinheiro papéis documentos
e folheiam nas revistas
a vida dos seus ídolos.

Sexta-feira à noite
os homens penetram suas esposas
com tédio e pênis.
O mesmo tédio com que todos os dias
enfiam o carro na garagem
o dedo no nariz
e metem a mão no bolso
para coçar o saco.

Sexta-feira à noite
os homens ressonam de borco
enquanto as mulheres no escuro
encaram seu destino
e sonham com o príncipe encantado.

(Marina Colasanti)

sábado, fevereiro 07, 2009

Cazuza e Cássia Eller: les terribles enfants da música brasileira


Na sua passagem meteórica pela terra, Cazuza transgrediu todas as regras e disparou seus dardos envenenados pra todo lado.
Foi um burguês que cuspiu, arrotou e vomitou na cara da burguesia. Escancarou a podridão da sociedade, sem censura e sem dó. Genial. Adorável!

E o que dizer de Cássia Eller?
Muito louca, louquíssima, e super, hiper, mega talentosa! Que voz! Que presença! Que tudo!
Cássia tinha que ir embora cedo mesmo, aprontou demais... rsssss
Registro aqui esse momento maravilhoso da música brasileira: Cássia Eller interpretando Cazuza.
Totalmente demais!

Blues da piedade

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já crescem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que estão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade...

(Composição: Cazuza)

domingo, fevereiro 01, 2009

Tecendo a vida



Aleluia! Hoje acabei um tapete que estava bordando há exatos três anos (foto)! É que não tenho muito tempo... Ele mede 1,40 m X 0,80 m, e fiz no ponto casa caiada, um dos mais belos e complicados da tapeçaria (na minha opinião...).
Quando comecei esse tapete, jamais poderia imaginar o quanto minha vida mudaria nesse período, e nem que eu demoraria tanto para fazê-lo.
Cada ponto na tela correspondia a um ponto na vida...
Por uma década, minha vida transcorreu sem grandes novidades, rotina normal dentro da minha profissão de muita correria.
Não mais que de repente, tudo virou "de ponta cabeça".
Muitas mudanças no trabalho trouxeram inúmeros problemas. Daí a necessidade da tapeçaria para "aliviar o peso da mente".

Hoje, ao dar o último ponto, também determinei que com este tapete se finda um ciclo da minha vida. Os últimos anos foram terríveis, mas resultaram num amadurecimento profundo, na marra.
Eu determino que, a partir de agora, tudo vai ser diferente. Fechou-se o ciclo ruim. Tenho que dar espaço para que a energia positiva invada minha vida novamente.
Sinto um alívio imenso por ter findado a tarefa que me impus. Porém ainda não consigo gostar desse tapete e penso em desfazer-me dele. Está tudo recente e confuso.
Vou guardá-lo. Quem sabe, um dia, tudo que eu chorei em cima dele suma da minha lembrança, então eu poderei usá-lo em algum cantinho da casa... Mas ainda não dá...

Blogagem coletiva - O livro da minha vida



A Vanessa, do excelente blog "Fio de Ariadne" está propondo uma blogagem coletiva para o próximo dia 17 de fevereiro, com o tema: O livro da minha vida. Achei a idéia fantástica e estou divulgando.

Caso deseje participar:

1. Clique no selo "Blogagem coletiva", à direita dessa página e leia os detalhes;
2.Copie o selo da coletiva (como imagem) ;
3. Faça um post sobre o evento no seu blog, contendo este passo-a-passo e divulgue o selo;
4. Prepare na data marcada um post falando sobre o livro, sobre a experiência de lê-lo, o que marcou, o que quiser falar sobre ele. Trata-se do livro da sua vida, você é quem manda.