terça-feira, abril 28, 2009

O filme da minha vida




Filme da minha vida? São centenas de preferidos... No clip mostro alguns dos muitos que me emocionam...

sábado, abril 25, 2009

Esse blog está de luto


Hoje cedo, quando abri a porta da cozinha me deparei com o cenário dantesco: Safira, Zé Bob, Tico e Teco mortos, esticados na área dos fundos, com veneno espumando nas boquinhas.

Eram os últimos gatos que me restavam, pois o Garfield e a Princesa já tinham sido envenenados pelo vizinho.

Amo gatos, mas não os quero mais. Cada um que é assassinado me causa um sofrimento imenso, são entes queridos que partem. São da família. São minha família.

Sem mais comentários.

sábado, abril 18, 2009

Monteiro Lobato na minha vida


Já vim ao mundo predestinada a ler "O Sítio do Pica-Pau-Amarelo". E a profecia se cumpriu duas vezes antes de virar seriado de televisão. A primeira leitura foi aos seis anos de idade, incentivada pelo meu saudoso pai, e a segunda dois anos mais tarde, conduzida pela inesquecível professora Terezinha de Melo Pereira, da terceira série.

Por onde anda dona Terezinha? Eu gostaria muito de reencontrá-la. Ela é de Taubaté, a cidade do escritor. Fui sua aluna na Escola Estadual Professora Maria Ribeiro Guimarães Bueno, em São Paulo, na região do Jabaquara, em 1976. Sei que ela já publicou alguns livros didáticos, mas na editora não souberam me informar o paradeiro dela, se bem que quem se mudou de São Paulo fui eu... coisas do destino.

A seguir, relato minha conviência com Monterio Lobato. Na verdade esse é o mesmo texto que publiquei na blogagem coletiva do livro da minha vida (dia 17/3). Coincidentemente, eu já havia escrito sobre o Monteiro Lobato, então resolvi aproveitar o mesmo texto, com a aprovação da Vanessa.

Monteiro Lobato,
Quando minha mãe contou que estava grávida, meu pai profetizou: "vai ser menina, vai se chamar Maria José, como a avó, e vai ler o Sítio do Pica-Pau-Amarelo". No dia seguinte, ele comprou o livro do Sítio, que ficou guardado por seis anos.
Aprendi a ler e escrever com quatro anos de idade, e nunca mais parei. Escrever, para mim, é tão essencial quanto respirar.
O primeiro livro que li foi "O gato de botas", aos quatro anos. As letras eram imensas e tinha mais figura que texto. Dois anos depois eu já tinha lido dezenas de livrinhos e também já lia a revista "Recreio", sempre incentivada pelos meus pais.
Quando fiz seis anos, papai achou que eu já conseguiria entender o Sítio, então me entregou o presente há tantos anos guardado.

O Sítio do Pica-Pau-Amarelo foi o primeiro livro "grande" que eu li. Quase não tinha figuras, ao contrário dos que eu era acostumada a ler.
Mas, figuras pra quê? Se eu podia imaginar tudo o que estava escrito! Era incrível como eu podia visualisar as personagens e construir os cenários no meu imaginário!
Dois anos depois, aos 8 anos, já na terceira série do colégio, a professora Terezinha de Melo Pereira adotou o Sítio como leitura obrigatória. Então, o li pela segunda vez.
A dona Terezinha foi uma professora fantástica, que entendia muito do universo infantil. Ela me comparava à falante boneca Emília e fez a quarta profecia que se cumpriu na minha vida: disse à minha mãe que achava que eu seria jornalista... E mais, ela é de Taubaté, a sua cidade Monteiro Lobato! Até hoje lembro-me dela explicando que a palavra Taubaté significa "Rio das Borboletas".
A leitura do Sítio na sala de aula era assim: todos os dias, os últimos 20 minutos da aula eram para a leitura do livro. Cada dia um lia um trecho da obra em voz alta e o restante da turma acompanhava lendo em silêncio. E uma vez por semana, cada um escolhia uma passagem que foi lida durante a semana e fazia uma redação de 15 linhas sobre o tema.

Quando estávamos quase acabando nossa leitura coletiva, começou a passar o Sítio na televisão! Fiquei um pouco decepcionada, porque algumas personagens não eram exatamente como eu imaginara.
A primeira versão do Sítio-do-Pica-Pau-Amarelo apresentada pela TV Globo foi maravilhosa, mas as posteriores perderam o encanto com a troca dos atores.
Depois de tantos anos, dia desses vi um capítulo da versão atual do Sítio na TV. Sinceramente, aquilo está muito longe de ser o Sítio da minha infância.
A televisão "acabou" com a obra. Se bem que as crianças de hoje em dia também mudaram (e para muitoooooooo pior).
Monteiro Lobato, você acredita que as crianças de hoje não sabem brincar de faz-de-conta e não tem a menor idéia do que seja pirlimpimpim?
Monteiro, acabaram com a infância! É com tristeza que vejo crianças bem pequenas carregando celular e passando o dia no computador e a noite vendo programas de adultos na televisão...

Fico pensando, como alguém pode crescer sem saber brincar de faz-de-conta?
Que pais são esses que não ensinam os filhos a lerem o Sítio?
Me diga Monteiro, que graça pode ter a vida de alguém que nunca brincou de faz-de-conta? Que nunca imaginou o sabor dos bolinhos da Tia Nastácia? Que nunca se encantou com a sabedoria do Visconde Sabugosa? Que não conhece a Cuca e o Saci? Como pode existir alguém que nunca se divertiu com as danações da boneca Emília?
Hoje em dia é assim. As crianças já nascem adultas (e vazias, mal criadas, sem limites...) e quando crescem viram adultos vazios, insuportáveis e sem criatividade, porque não tiveram infância...
Você faz muita falta, meu grande amigo Monteiro Lobato.

Evidência...



  • "A liberdade da imprensa
  • goiana é do tamanho da
  • gaiola em que ela
se encontra"

segunda-feira, abril 13, 2009

Sobre a doação de órgãos


Uma das peças publicitárias mais emocionantes que já vi foi essa campanha de doação de órgãos da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. O cachorrinho sente a presença do dono no receptor dos órgãos, que passa.
Será que alguém ainda tem coragem de se recusar a doar os órgãos após ver um clip tão emocionante???? Se bem que nesse mundo tem gente capaz de tudo... Quero crer que tenha até gente capaz de doar vida, desinteressadamente.


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sábado, abril 11, 2009

Nessa vida também tem coisa boa...

Páscoa é ressurreição, renascimento...

Vamos aproveitar o feriadão para refletirmos sobre nossas posturas e começar a mudar o que deve ser mudado...
Mas um chocolatinho sempre vai bem, afinal ninguém é de ferro!

E não devemos levar a vida a sério demais, pois ninguém vai sair vivo dela mesmo... rsssss


domingo, março 29, 2009

Recado para o vizinho que mata animais



Moço, estou cansada da sua maldade. Ano passado você deu veneno para o meu Garfield, que era um gatinho amarelo, peludo, lindo, que não incomodava ninguém. Meu coração disparou quando vi meu bichano morto, com a boca espumando de veneno. Foi uma dor imensa, no fundo da alma.
Há 15 dias, você matou a Princesa, usando o mesmo método, de dar veneno com carne moída, para atraí-los. Faltavam poucos dias para ela parir. Foi outra dor imensa.

E, não se dando por satisfeito, agora você espancou o Michel (fotos, a última foto abaixo é de antes dele ser espancado). Esse persa legítimo é tão manso, que não fugiu ao ser brutalmente espancado, sabe-se lá com o quê.

O Michel é de outra vizinha. Há alguns dias ela me contou que o bichano havia sumido e estavam todos preocupados, pois ele não tinha o costume de sair de casa. Ele foi encontrado encolhido num canto, à beira da morte, com um braço quebrado.

De acordo com o veterinário, os ferimentos foram causados por espancamento, provavelmente por um pedaço de pau. O médico disse ainda, que se não fosse encontrado naquele dia, o Michel teria morrido, pois foi muito ferido.

Não estou fazendo acusação sem fundamento. O vizinho que mata animais alheios se vangloria dos seus feitos. Ele se orgulha em sair contando para a vizinhança o que faz e ainda incentiva os filhos adolescentes a fazerem o mesmo. Não posso impedir gatos de andarem sobre o muro e namorarem no telhado, é a natureza deles! E mesmo que pudesse, tenho mais o que fazer na vida!

O vizinho que mata animais deve ser um homenzinho medíocre e muito infeliz. Para com isso moço! Que coisa feia! Que crime horrível! Os animais não têm culpa da sua infelicidade. Dizem que quem mata gato tem sete anos de azar. Tomara que seja verdade! E que o espírito de cada animal assassinado o atormente até o fim dos seus dias. Homenzinho medíocre e cruel.

Legislação brasileira

Matar animal é crime, decreto lei 24.645 e artigo 32 da lei federal 9.605.
Deve ser feito um boletim de ocorrência onde o delegado deverá abrir inquérito contra o assassino que deverá, no ato, ser fichado pela polícia e o ministério público fará a denúncia.
Se por acaso o delegado se negar a abrir o inquérito, deverá ser mencionado o artigo 319 que prevê crime de prevaricação e o delegado receberá a notícia de crime de não cumprir a lei.
Todas as provas que puder juntar, melhor para a condenação do mesmo, fotos, testemunhas. Placas de carro que abandonam animais também estão previstas na lei, qualquer tipo de maus tratos contra animais deve ser denunciado perante a lei.
O primeiro passo é o inquérito na delegacia, o segundo passo é a denúncia do promotor que faz a defesa e assiste aos animais, terceiro e último passo a condenação: reclusão de três meses a um ano de prisão e multa, ficará registrado crime no seus antecedentes e provavelmente não fará muitas coisas que dão direito a um cidadão, admissão em empresas é uma delas.
Fonte(s):
sentimento,vivencia e sobrevivencia" (contribuição: Celamar Maione)

quinta-feira, março 26, 2009

Se


Se és capaz de manter tua calma, quando todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando, e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares, ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares, e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires, de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas, em armadilhas as verdades que disseste.
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas, e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada, tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.


E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada, resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo, a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo, resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes, e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes, se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo, ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem!
Rudyard Kipling - Tradução de Guilherme de Almeida

quarta-feira, março 25, 2009

Ei você! Hey you !


Ei você!
aí fora no frio
Ficando sozinho, ficando velho, você pode me sentir?
Ei você! Parado aí nos corredores
Com coceira nos pés e sorrisos sem graça, você pode me sentir?
Ei você! não os ajude a enterrar a luz
Não se entregue sem antes lutar.
Ei você! aí fora porque quer
Sentado pelado, pelo telefone você iria me tocar?
Ei você! com seu ouvido no muro
Esperando por alguém para pedir ajuda, você iria me tocar?
Ei você! você iria me ajudar a carregar a pedra?
Abra seu coração, eu estou chegando em casa
Mas era só uma fantasia
O muro era muito alto como você pode perceber

Não importa de que forma ele tentou
Ele não conseguiu se libertar
os vermes comeram o cérebro dele.
Ei você! aí fora na estrada
Fazendo o que lhe disseram, você pode me ajudar?
Ei você! aí fora além do muro
Quebrando garrafas no corredor, você pode me ajudar?
Ei você!
não me diga que não há nenhuma esperança
Juntos nós somos, divididos nós cairemos.
(letra traduzida de "Hey You - Pink Floyd)

terça-feira, março 24, 2009

segunda-feira, março 23, 2009

Um movimento na natureza e um Brasil novo


Esse projeto é da Georgia do blog Saia Justa, e eu estou apoiando porque penso que a iniciativa dela é nobre. Estou ajudando a divulgar, porque recentemente senti na pele o quanto é difícil lidar com "o coletivo". É lindo ver pessoas distantes e diferentes unidas em torno de um objetivo comum mas, para que dê resultado, tem que haver harmonia, o que nem sempre é fácil. Por isso, conte comigo Georgia.

"Um Brasil novo". É assim que precisamos chamar o Brasil e é assim também que a Beth do blog Mãe Gaia e a Georgia do blog Saia Justa estão fazendo um desafio a todos os blogueiros e pensam em fazer o Movimento Natureza. Georgia diz o seguinte:
"Dia 22 de abril faz 509 anos que fomos encontrados, pois descobrindo estamos até hoje. Estamos descobrindo a nossa Floresta Amazônica e com ela depenando, depilando, desmatando, desmarcando, desbancando, desmontando e tudo isso em menos de 500 anos.
Precisamos urgente, antes que seja tarde, de um Movimento na Natureza e um Brasil Novo. Para isso estamos desafiando você a participar desse Movimento em prol da Natureza.


1) Confirmar participacao no blog Movimento Natureza que foi criado exclusivo para discutirmos esse tema;

2) Levar o selo e fazer uma chamada no seu blog. A autora do selo para este movimento é a minha amiga Paula do blog Canetas Coloridas. Obrigada pela ajuda, Paulinha.

3) Escolhe um projeto que for melhor para você fazer. Você poderá falar do Movimento Natureza...
a) no Jardim de Infância do seu filho;
b) na escola do seu filho;
c) na comunidade do seu bairro;
d) na sua igreja;
e) no seu trabalho;
f) em outros locais;
g) você conseguiria movimentar o Parque e Jardim da sua ciadade para uma entrevista para o seu blog?
h) você conseguiria falar com o Prefeito da sua cidade para plantar uma árvore no dia em o Brasil inteiro comemora o seu descobrimento? É desafio mesmo!!!

4) Em quais desses locais você acha que poderá plantar uma árvore neste mês? (por favor, junto uma foto do evento)
a) no seu jardim;
b) no jardim de algum parente ou amigo;
c) no Jardim de Infância do seu bairro;
d) na escola do seu filho;
e) no bairro em que você mora;
f) na firma onde você trabalha;

5) Aos professores na blogesfera pedimos uma atuacao ainda mais intensa:
a) de conscientizar sua classe; falando sobre o tema;
b) Deixar que eles escrevam suas idéias numa redação, quem sabe transformá-las num livro na própria escola para ser lido por outras classses;
c) Plantar uma árvore com eles;

6) Você faz Faculdade???a) seria capaz de falar sobre o Movimento Natureza e levar a Faculdade onde você estuda a plantar uma árvore em algum lugar? É desafio mesmo!!!Com este Ato de Plantar uma Árvore, estaremos formando Um Novo Ciclo na Natureza. A floresta Amazônica ela existe como exemplo, ela pode ser no seu bairro, na nossa cidade, você já pensou nisso? Traga o pulmão da nossa Floresta até você. Dia 22 de abril, é o dia marcado para postarmos a nossa acao.http://movimento-natureza.blogspot.com/Confirme sua participação. Um abraço"

domingo, março 22, 2009

terça-feira, março 17, 2009

Pérolas do Clô

Hoje o Brasil perdeu sua figura mais polêmica, o deputado federal e estilista Clodovil Hernandes, ou simplesmente Clô, 71 anos, vítima de avc.
Enfim, Clô dispensa apresentações. Mas vale registrar que ele se foi como sempre viveu: em grande estilo. Seus órgãos seriam doados para várias pessoas, mas o procedimento não foi possível pela grande hemorragia interna.
Deixo aqui algumas frases dessa figura polêmica, debochada e carismática, que dizia o que bem pensava:

"Eu entrei [na política] mais para ser garoto propaganda da Câmara do que qualquer outra coisa. Porque não tenho feito nada. Eu vim aqui para trabalhar e não para brincar."
Na Folha de São Paulo, em 2007

"Da fruta que eu gosto, o Leonardo DiCaprio gosta até do caroço. Sei disso porque boi preto conhece boi preto."
Na revista "Veja", em 2007, sobre a sexualidade do ator Leonardo DiCaprio

"Digo aos senhores que a única coisa de que tenho medo --já me fizeram muito medo aqui, como estrangeiro que sou nesta Casa-- é da expressão 'decoro parlamentar'. Eu não sei o que é decoro, com um barulho destes enquanto um deputado fala. Eu não sei o que é decoro, porque aqui parece um mercado! Nós representamos o país! Não entendo por que há tanto barulho enquanto um orador está falando. Nem na televisão, que é popular, fazem isso."
Primeiro discurso na Câmara dos Deputados, em 2007

"Será que precisamos de gravata ou de seriedade?"
Na Folha de São Paulo, em 2007

Direita ou esquerda? "Erecto"
"É claro que vou precisar de apoio, porque sozinho a gente não consegue nem se masturbar --tem de pensar em alguém."
Na Folha de são Paulo, em 2006

"Você conhece alguém com 70 anos que tenha essas pernas?"
No Guia da Folha, em 2006

"Estava desempregado e não tenho cara de pobre; não conseguiria nem inventar uma. Precisava fazer alguma coisa. Acordei num domingo de manhã, depois de operado de câncer de próstata, e resolvi escrever um espetáculo. Você sabe, o segredo da cura é o bom humor."
No Guia da Folha, em 2006

"As donas-de-casa me adoram porque sabem que eu vim de baixo. Vivi a história da Cinderela. E pobre gosta mesmo é de luxo."
Na Folha, em 1998

Blogagem coletiva: o filme da minha vida

BlogBlogs.Com.Br
Minha amiga Vanessa convida para outra blogagem coletiva genial: O filme da minha vida. É um desafio... já adianto que é impossível falar de um só... Ela sabe disso e deixa o recado:

"Se encontrar um livro que tenha norteado sua vida até agora foi difícil, um filme será próximo do impossível. Eu sei muito bem disso. Existem dezenas de filmes que eu realmente gostei de assistir e virão outros, se Deus quiser. O filme de minha vida é um exercício. Escolher um filme que tenha marcado muito. Se sair uma listinha com dez, ainda assim estará valendo.
Mas existe sempre AQUELE filme. Falemos sobre ele.

Caso deseje participar:

1. Deixe seu nome e blog na caixa de comentários deste post até o dia 27 de abril (no blog http://fio-de-ariadne.blogspot.com/);
2. leve um dos selos da coletiva ;
3. Faça um post sobre o evento no seu blog, contendo este passo-a-passo e divulgue o selo;
4. Prepare na data marcada - dias 29 e 30 de abril- um post falando sobre o filme , sobre a experiência de assistí-lo, o que marcou, o que quiser falar sobre ele. Trata-se do seu filme preferido e, e claro, você é quem manda."

Águas de março



É meio dia em Goiânia, o céu está escuro e está caindo a maior chuva.
Que delícia! Amo chuva, com um friozinho levíssimo convidando ao cappuccino.
São as águas de março fechando o verão.
São promessas de vida no meu coração!
Que a chuva lave todo o mal.
E que as promessas se cumpram, restaurando o coração.
Amém!

quarta-feira, março 11, 2009

"O mal existe e não tem cura"

“Mentes perigosas”, editora Fontanar, escrito pela psiquiatra brasileira Ana Beatriz Barbosa e Silva é um dos grandes sucessos editoriais do momento.

Para mim, chega a ser um livro de “utilidade pública”, pois nos ajuda a identificar pessoas psicóticas e nos ensina a fugir delas.
A psiquiatra nos alerta que o mal existe sim, e temos que fugir dele. De acordo com seus estudos, 4% da população mundial sofre de algum distúrbio psicótico, a maioria homens.
Ana Beatriz explica que o indivíduo psicótico tem plena consciência de que está errado, mas não se importa com o que faz, não tem sentimentos, não se arrepende e nem tem dó da vítima, e sempre repete os erros.
De acordo com a autora, são indivíduos que gostam de fazer outras pessoas sofrerem e não se incomodam com isso. “Geralmente, eles escolhem pessoas boas de coração e as usam, mentem, iludem, machucam, sem o menor remorso”.
“Nesse caso, enquadram-se “falsas amigas” que ouvem suas lamúrias, dão conselhos, aproximam-se e depois que tem sua confiança e sabem detalhes da sua vida, usam seus sentimentos para fazer intrigas e distorcer sua vida, causando danos profundos”.
Também é o caso de homens que se aproximam de mulheres honestas, boas, as seduzem e fazem-nas apaixonarem-se por si, envolvendo-as num jogo de sedução e poder. Esses homens são sedutores e apaixonantes e quando pegam os pontos fracos da vítima, oferecem amizade, carinho e amor.
Mas logo, eles revelam a verdadeira face e provocam profundo sofrimento na vítima. Desprezam-na friamente, matam seus sonhos impiedosamente, sem o menor sentimento de culpa, e partem para a próxima vítima, como se não tivessem feito nada de errado.

Ana Beatriz avisa: são mentes perigosas, é a prova de que o mal existe e não tem cura. No livro, ela afirma que psicopatas nascem com um funcionamento cerebral que não permite conexão com os outros seres humanos – e por isso agem sem limites. A médica diz ainda que é um equívoco relacionar psicopatas apenas com pessoas capazes de atos violentos ou assassinatos em série. “Eles são 4% da população e podem ser qualquer pessoa: um colega de trabalho, a amiga, o namorado, marido ou um filho”.
A psiquiatra afirma que temos que ter consciência de que a maldade existe:
"Nós, latinos, afetivos, passionais, temos dificuldade de admitir que existem pessoas más. Ao contrário do doente mental psicótico que não tem consciência do que faz, o psicopata sabe exatamente o que está fazendo. Ele tem um transtorno de personalidade. É um estado de ser no qual existe um excesso de razão e ausência de emoção. Ele sabe o que faz, com quem e por quê. Mas não tem empatia, a capacidade de se pôr no lugar do outro.”

A autora (foto) alerta:
“Todos os psicopatas têm em comum a ausência do sentimento em relação às outras pessoas. Não conseguem se colocar no lugar do outro, daí agirem de forma fria e sem arrependimentos. O que caracteriza o psicopata não é o nível do crime, mas a forma como ele o comete, a predisposição para planejar e executar sem nenhum sentimento em relação à vítima.”
Para Ana Beatriz, não é fácil detectar um psicopata, num primeiro momento, especialmente quando temos alguma ligação afetiva com eles:
Mas há algumas características básicas entre eles: falam muito de si mesmos, mentem e não se constrangem quando descobertos, têm postura arrogante e intimidadora por um lado, mas são charmosos e sedutores por outro. Costumam contar histórias tristes, em que são heróis e generosos. Manipulam as pessoas por meio de elogios desmedidos.
Se tiver de começar a desconfiar de alguém, desconfie dos bajuladores excessivos. Chefes também podem ser psicopatas – o que costuma se manifestar pelo assédio moral aos funcionários. Um dado interessante é que eles não sentem compaixão, pena, remorso. Mas sabem, cognitivamente, o que é ter esses sentimentos. Daí representarem tão bem – e às vezes exageradamente – a vítima.”
A médica explica que as vítimas quase sempre são pessoas generosas, em especial aquelas que não acreditam no mal e costumam tentar justificar as atitudes de todo mundo.

Ela alerta que nem sempre os psicóticos são homicidas: “É um equívoco pensar que apenas assassinos seriais são psicopatas. Um psicopata pode nunca ter a necessidade de assassinar, mas ele resolve suas questões matando vidas afetivas e financeiras, prejudicando pessoas de forma irreversível, mas sem agredí-las fisicamente.”

Ana Beatriz Barbosa ensina: “Não podemos fazer concessão. Diante dos sintomas expostos, temos que fugir dessas pessoas e cortá-las da nossa vida, pois elas são más e impiedosas, por onde passam deixam um rastro de destruição.

Os psicopatas são perversos, provocam traumas nas outras pessoas, mas não tem sentimentos e tendem a se repetir, não procuram ajuda, pois não acham que estejam errados. Então, cabe às pessoas normais , e de coração bom, identificarem as pessoas más e fugirem delas.”

Obs. A foto da escritora foi copiadado site www.revistaepoca.com.br

quinta-feira, março 05, 2009

Love is all


Alô fofoqueiros e paparazzi de plantão!

Sintam-se à vontade para falar da minha vida pessoal. Assumo em público minha paixão incondicional pelo Yanni!
Podem falar o que quiserem! Não estou nem aí! Ele é maravilhoso mesmo!

Sonhar é bom, né?
Se bem que ainda não rolou, só porque ainda não fomos apresentados pessoalmente, mas é uma questão de tempo... rsssssssss
Quem dera...


segunda-feira, fevereiro 23, 2009


"Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo." Eça de Queiróz

quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Malandro da alta sociedade é outra coisa...


Toda pessoa é considerada inocente até que se prove o contrário. E a quem acusa cabe provar...
Logo, não estou acusando ninguém injustamente, MAS as evidências estão mostrando que a tal brasileira na Suiça é uma golpista que inventou uma farsa para lesar o governo Suiço. Certamente ela achava que lá fora a justiça fosse tão ineficaz quanto a nossa.... Se deu mal.
Como a fulana é filha de não sei quem, que é não sei o quê, não sei aonde, a justiça brasileira logo ofereceu todo apoio do mundo para ela, "coitadinha". E a imprensa brasileira fica "toda cheia de dedos" quando fala do caso, certamente seguindo "ordens superiores" para não falar mal da filhinha do papai. E emprego pra jornalista não está fácil, então: quem pode manda, quem tem juízo obedece!

Essa tal Paula é uma vergonha para o Brasil e não vítima. Está na cara que ela queria dar o golpe no governo suiço e inventou uma mentira escabrosa. A própria família diz que ela não tem problemas mentais...
Pra mim, é somente uma golpista, malandra, e o governo brasileiro deveria ter vergonha na cara de perder tempo com ela. Tem muita gente decente no Brasil precisando de um olhar da Justiça, mas como a fulana é filha de não sei quem, que é não sei o quê, ficam paparicando ela. Façam-me o favor! Criem vergonha na cara!
Meu ouvido não é penico.

ACORDA BRASIL!


Por que, ao invés de perder tempo com malandra profissional, a justiça brasileira não trata de despachar os milhares de processos encalhados? E de preferência, com as sentenças lícitas, ou seja, sem suborno (se não for pedir demais...) Serviço por aqui não falta. Deixem a justiça Suiça fazer o trabalho dela em paz.

O assassino da irmã Dorothy foi solto, por que não se faz justiça nesse caso????? Será que é porque a justiça brasileira anda ocupada demais protegendo malandros da alta sociedade?

terça-feira, fevereiro 17, 2009

O livro da minha vida


Monteiro Lobato,
Quando minha mãe contou que estava grávida, meu pai profetizou: "vai ser menina, vai se chamar Maria José, como a avó, e vai ler o Sítio do Pica-Pau-Amarelo". No dia seguinte, ele comprou o livro do Sítio, que ficou guardado por seis anos.
Aprendi a ler e escrever com quatro anos de idade, e nunca mais parei. Escrever, para mim, é tão essencial quanto respirar.
O primeiro livro que li foi "O gato de botas", aos quatro anos. As letras eram imensas e tinha mais figura que texto. Dois anos depois eu já tinha lido dezenas de livrinhos e também já lia a revista "Recreio", sempre incentivada pelos meus pais.
Quando fiz seis anos, papai achou que eu já conseguiria entender o Sítio, então me entregou o presente há tantos anos guardado.

O Sítio do Pica-Pau-Amarelo foi o primeiro livro "grande" que eu li. Quase não tinha figuras, ao contrário dos que eu era acostumada a ler.
Mas, figuras pra quê? Se eu podia imaginar tudo o que estava escrito! Era incrível como eu podia visualisar as personagens e construir os cenários no meu imaginário!
Dois anos depois, aos 8 anos, já na terceira série do colégio, em São Paulo,  a professora Terezinha de Melo Pereira adotou o Sítio como leitura obrigatória. Então, o li pela segunda vez.
A dona Terezinha foi uma professora fantástica, que entendia muito do universo infantil. Ela me comparava à falante boneca Emília e fez a quarta profecia que se cumpriu na minha vida: disse à minha mãe que achava que eu seria jornalista... E mais, ela é de Taubaté, a sua cidade Monteiro Lobato! Até hoje lembro-me dela explicando que a palavra Taubaté significa "Rio das Borboletas".
A leitura do Sítio na sala de aula era assim: todos os dias, os últimos 20 minutos da aula eram para a leitura do livro. Cada dia um lia um trecho da obra em voz alta e o restante da turma acompanhava lendo em silêncio. E uma vez por semana, cada um escolhia uma passagem que foi lida durante a semana e fazia uma redação de 15 linhas sobre o tema.

Quando estávamos quase acabando nossa leitura coletiva, começou a passar o Sítio na televisão! Fiquei um pouco decepcionada, porque algumas personagens não eram exatamente como eu imaginara.
A primeira versão do Sítio-do-Pica-Pau-Amarelo apresentada pela TV Globo foi maravilhosa, mas as posteriores perderam o encanto com a troca dos atores.
Depois de tantos anos, dia desses vi um capítulo da versão atual do Sítio na TV. Sinceramente, aquilo está muito longe de ser o Sítio da minha infância.
A televisão "acabou" com a obra. Se bem que as crianças de hoje em dia também mudaram (e para muitoooooooo pior).
Monteiro Lobato, você acredita que as crianças de hoje não sabem brincar de faz-de-conta e não tem a menor idéia do que seja pirlimpimpim?
Monteiro, acabaram com a infância! É com tristeza que vejo crianças bem pequenas carregando celular e passando o dia no computador e a noite vendo programas de adultos na televisão...

Fico pensando, como alguém pode crescer sem saber brincar de faz-de-conta?
Que pais são esses que não ensinam os filhos a lerem o Sítio?
Me diga Monteiro, que graça pode ter a vida de alguém que nunca brincou de faz-de-conta? Que nunca imaginou o sabor dos bolinhos da Tia Nastácia? Que nunca se encantou com a sabedoria do Visconde Sabugosa? Que não conhece a Cuca e o Saci? Como pode existir alguém que nunca se divertiu com as danações da boneca Emília?
Hoje em dia é assim. As crianças já nascem adultas (e vazias, mal criadas, sem limites...) e quando crescem viram adultos vazios, insuportáveis e sem criatividade, porque não tiveram infância...
Você faz muita falta, meu grande amigo Monteiro Lobato.

sábado, fevereiro 14, 2009

Tempo perdido


BlogBlogs.Com.Br




Para a blogagem coletiva do
Varal de Idéias


É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...

Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...

Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...

Não tenho medo do escuro



Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...

Tão Jovens! Tão Jovens!...

(Renato Russo)

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Penetração do poema das sete faces



(A Carlos Drumond de Andrade)

Ele entrou em mim sem cerimônias
Meu amigo seu poema em mim se estabeleceu
Na primeira fala eu já falava como se fosse meu
O poema só existe quando pode ser do outro
Quando cabe na vida do outro
Sem serventia não há poesia não há poeta não há nada
Há apenas frases e desabafos pessoais
Me ouça, Carlos, choro toda vez que minha boca diz
A letra que eu sei que você escreveu com lágrimas

Te amo porque nunca nos vimos
E me impressiono com o estupendo conhecimento
Que temos um do outro
Carlos, me escuta
Você que dizem ter morrido
Me ressuscitou ontem à tarde
A mim a quem chamam viva
Meu coração volta a ser uma remington disposta
Aprendi outra vez com você
A ouvir o barulho das montanhas
A perceber o silêncio dos carros
Ontem decorei um poema seu
Em cinco minutos
Agora dorme, Carlos.

Elisa Lucinda

*Elisa Lucinda é atriz e escritora brasileira, natural do Espírito Santo. Sua literatura aborda o cotidiano e destaca-se cada vez mais no cenário nacional.

quarta-feira, fevereiro 11, 2009

Eva e Lilith na TV


Altas horas da madrugada. Sentadas ao redor da mesa de um programa qualquer de tevê as duas mulheres são convidadas a expor suas exóticas histórias de vida. Poderia ser um programa como qualquer outro se essas duas não fossem justamente as duas mulheres de Adão.
A entrevistadora faz as apresentações, agradecimentos e o merchandise de sempre e finalmente, após a "musiquinha da chamada", começa o debate.




Eva, sabendo do gênio de Lilith (foto), decide intervir ao seu jeito.
- Lilith, entrega o jogo de uma vez, conte a história que o povo não conhece. Adão era insuportável mesmo.
-Pô, o Adão... Adão era um bunda mole. Eu, não entendo até hoje porque a humanidade aceitou esse papo furado de que eu era a parte má do ser Adâmico, o ser humano original, homem e mulher perfeitamente fundidos...

- Perfeitamente, não. Na verdade, o projeto sofreu um recall divino... interfere Eva mais uma vez.

- 'Tá bom, tinha um erro de projeto que deixou a gente auto-suficiente demais. Surgiu a solidão, sabe?; uma vontade doida de sentir prazer com outro alguém que não se realizava...
- Paraíso só na punhetinha não dava, né?
- Cala a boca, Eva, cacete!
- Foi o puto do Samael que desenhou essa libido. - completa Eva.
- Mas, continuando o que eu dizia, chegamos a um consenso com o Projetista para separar nossos corpos em dois seres complementares. Era uma idéia genial pra matar a nossa solidão e, claro, a vontade corrosiva de fuder também. Infelizmente, a mão-de-obra no início dos tempos era muito inexperiente e não dosou bem a divisão. Se eu soubesse que iam fazer a merda que fizeram eu não deixava. No final, o Adão ficou com tudo, até a raiz do nosso nome original. Os nossos pedidos eram encaminhados através dele porque Deus não queria que a divisão acarretasse o dobro na demanda de desejos. O desgraçado começou a "viajar" e dizia que era a personificação de nossa identidade anterior, Deus o escolhera e blá-blá pão duro. Ele era só uma espécie de representante da turma, porra. Eu não passava de uma personalidade desviante pra ele.
- A irada face de Lilith deixa uma lágrima à mostra
-Em resumo, eu era inferior na opinião daquele sacripantas. - irrompe o choro e a platéia solta um oh! compassionado.
- Que coisa horrível! Que Monstro! Diz a apresentadora emocionada. Emocionada ao pensar no Ibope que dá ver uma mulher chorando.
- Eu fiquei com a maior parte da libido, com o lado selvagem e sem medo. Sabia que era igual e exigia respeito. Adão ficou com o medo, com a soberba e a babaquice. Ficou com medo de mim, parte de seu passado que agora queria em segredo, e, por isso, não aprendeu comigo a amar.
-Você queria amar vindo por cima, na hora que o desejo pintasse e ele não aceitava essa sua segurança?
- Eu era a ousadia e ele me rejeitou. Responde Lilith à apresentadora.
- E você não sofreu com isso?
- Sofrer, sofrer, não... Fiquei magoada, sim, pois gostava daquele safado. Mas eu era também o primeiro ser que pisara na face do planeta e não ia ficar me remoendo só porque a minha "outra parte" decidiu que era a cereja do bolo da criação e não encarava um fio terra de vez em quando. Os incomodados que se mudem, não é mesmo?. Fugi bradando indignação contra o Projetista e, na calada da noite, aprendi a cavalgar os ventos e deixei aquele viadinho no Paraíso. Decidi que ia procurar o inventor dessa vontade maluca de fuder que eu tinha e iria me acabar de tanto transar.

- Uau! Debaixo dessa pose de mandona você é uma safadona, hein? Vamos chamar os comerciais e continuar nosso papo no próximo bloco.

Texto de Henrique Silva Santos, do blog:

http://www.pakkatto.blogspot.com/

domingo, fevereiro 08, 2009

Para a confraria dos cafajestes

Dedico esse poema da genial Marina Colasanti aos cafajestes de plantão.
Isso mesmo, os "cafas", que são o que mais tem no mundo. Chego a me perguntar se existem exceções para essa regra...
"Cafa" é aquele que "canta tudo que se move" e não pode ver um rabo de saia (seja real ou virtual)... É aquele que só pensa em satisfazer seu ego imenso e desconhece a existência da palavra consideração.
Os cafas são tão imbecis que quando têm a sorte de encontrar um amor verdadeiro, são incapazes de reconhecê-lo.
Isso mesmo, os cafas são capazes de jogar no lixo, impiedosamente, os mais nobres sentimentos da mais sensível e sincera criatura.
Homens, deixem de ser ridículos! Olhem-se no espelho e coloquem a mão na consciência! Mas antes, lavem as mãos, tá?
Tenham vergonha na cara e parem de tratar suas companheiras como se elas fossem privada, onde vocês se aliviam e pronto!


Sexta-feira à noite


Sexta-feira à noite
os homens acariciam o clitóris das esposas
com dedos molhados de saliva.
O mesmo gesto com que todos os dias
contam dinheiro papéis documentos
e folheiam nas revistas
a vida dos seus ídolos.

Sexta-feira à noite
os homens penetram suas esposas
com tédio e pênis.
O mesmo tédio com que todos os dias
enfiam o carro na garagem
o dedo no nariz
e metem a mão no bolso
para coçar o saco.

Sexta-feira à noite
os homens ressonam de borco
enquanto as mulheres no escuro
encaram seu destino
e sonham com o príncipe encantado.

(Marina Colasanti)

sábado, fevereiro 07, 2009

Cazuza e Cássia Eller: les terribles enfants da música brasileira


Na sua passagem meteórica pela terra, Cazuza transgrediu todas as regras e disparou seus dardos envenenados pra todo lado.
Foi um burguês que cuspiu, arrotou e vomitou na cara da burguesia. Escancarou a podridão da sociedade, sem censura e sem dó. Genial. Adorável!

E o que dizer de Cássia Eller?
Muito louca, louquíssima, e super, hiper, mega talentosa! Que voz! Que presença! Que tudo!
Cássia tinha que ir embora cedo mesmo, aprontou demais... rsssss
Registro aqui esse momento maravilhoso da música brasileira: Cássia Eller interpretando Cazuza.
Totalmente demais!

Blues da piedade

Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já crescem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem

Quero cantar só para as pessoas fracas
Que estão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade...

(Composição: Cazuza)

domingo, fevereiro 01, 2009

Tecendo a vida



Aleluia! Hoje acabei um tapete que estava bordando há exatos três anos (foto)! É que não tenho muito tempo... Ele mede 1,40 m X 0,80 m, e fiz no ponto casa caiada, um dos mais belos e complicados da tapeçaria (na minha opinião...).
Quando comecei esse tapete, jamais poderia imaginar o quanto minha vida mudaria nesse período, e nem que eu demoraria tanto para fazê-lo.
Cada ponto na tela correspondia a um ponto na vida...
Por uma década, minha vida transcorreu sem grandes novidades, rotina normal dentro da minha profissão de muita correria.
Não mais que de repente, tudo virou "de ponta cabeça".
Muitas mudanças no trabalho trouxeram inúmeros problemas. Daí a necessidade da tapeçaria para "aliviar o peso da mente".

Hoje, ao dar o último ponto, também determinei que com este tapete se finda um ciclo da minha vida. Os últimos anos foram terríveis, mas resultaram num amadurecimento profundo, na marra.
Eu determino que, a partir de agora, tudo vai ser diferente. Fechou-se o ciclo ruim. Tenho que dar espaço para que a energia positiva invada minha vida novamente.
Sinto um alívio imenso por ter findado a tarefa que me impus. Porém ainda não consigo gostar desse tapete e penso em desfazer-me dele. Está tudo recente e confuso.
Vou guardá-lo. Quem sabe, um dia, tudo que eu chorei em cima dele suma da minha lembrança, então eu poderei usá-lo em algum cantinho da casa... Mas ainda não dá...

Blogagem coletiva - O livro da minha vida



A Vanessa, do excelente blog "Fio de Ariadne" está propondo uma blogagem coletiva para o próximo dia 17 de fevereiro, com o tema: O livro da minha vida. Achei a idéia fantástica e estou divulgando.

Caso deseje participar:

1. Clique no selo "Blogagem coletiva", à direita dessa página e leia os detalhes;
2.Copie o selo da coletiva (como imagem) ;
3. Faça um post sobre o evento no seu blog, contendo este passo-a-passo e divulgue o selo;
4. Prepare na data marcada um post falando sobre o livro, sobre a experiência de lê-lo, o que marcou, o que quiser falar sobre ele. Trata-se do livro da sua vida, você é quem manda.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Televisão de qualidade para notívagos














Foi numa dessas intermináveis noites de insônia que descobri excelentes programas de televisão. Aquela programação cultural que todo mundo vive reivindicando existe sim! O único probleminha é o horário... bons programas passam após às 2h da manhã. Ou seja, quem precisa levantar cedo para trabalhar e estudar, certamente não assiste TV nesse horário...
Semana passada, por volta de 3h da manhã, vi na TV Futura, canal 30 da Net,um documentário muito bom com a jovem musicista brasileira Andrea Drigo (foto), que eu ainda não conhecia.
Andrea toca violão e piano, canta e tem formação em música erudita, MPB, ritmos africanos e indianos e mais num monte de ritmos. Ela é acompanhada pelo instrumentista Marcos Santhuryus, que foi aluno de Wagner Tiso e Ravi Shankar, entre outros grandes. Ele passou 12 anos entre Europa e Índia, estudando música.

Andrea está lançando o primeiro CD solo: A Dança, onde apresenta uma fusão de diversos ritmos, que resulta num som harmonioso, tendendo para o oriental, pontuado pela cítara e pelo vocal, que lembra os mantras indianos.
Andrea contou que começou a estudar música aos sete anos de idade. O pai dela também é músico profissional, mas teve que deixar a música e ir trabalhar como vendedor, para poder sustentar a família, e não poupou esforços para que a filha pudesse estudar.
Pelas quatro músicas que o documentário mostrou, concluo que certamente o sacrifício do pai de Andrea Drigo valeu a pena, ele deve estar muito orgulhoso da filha. Não creio que ela fique famosa por aqui, pois o mercado brasileiro só valoriza aquelas porcarias de massa, feitas para anencéfalos...

E me lembro de um programa que eu adorooooooooooo e passa super tarde (por isso quase não assisto), é o Provocações, do genial Antônio Abujamra (foto), na TV Cultura. Madrugada dessas, após uma entrevista com um psicanalista maravilhoso, "Abu" disparou: "nosso entrevistado de hoje expôs idéias incríveis, pena que a esta hora não tem ninguém nos assistindo", e deu uma gargalhada gostosa, ao estilo "Havengar". rssssssssss
Adoro o Abu e também adoro provocações. kkkkkkkkkkkkkkkk

quarta-feira, janeiro 28, 2009

Réquiem para Isaac Benchimol


É muito difícil dar adeus a uma amigo querido. Hoje estou passando por essa dor novamente. Mesmo assim, sinto necessidade de contar para o mundo quem foi meu amigo Isaac Benchimol. Ele foi um vencedor: venceu a miséria, venceu a fome, venceu a seca do nordeste e todos os obstáculos que a vida lhe apresentou, só não conseguiu vencer a morte, e partiu "pro andar de cima" essa noite, num infarto fulminante, durante um jogo de futebol com amigos, aos 62 anos de idade.
Dr. Isaac era promotor de justiça e professor de Direito Penal, aqui em Goiânia. Destemido e esperto, como exige seu ofício, ele não tinha medo de ninguém e sabia viver. Tive o privilégio de conviver com ele durante todos esses anos de profissão.
Por um tempo, diariamente repetia-se uma cena hilária: eu subia ofegante as escadas da Associação do Ministério Público (onde fui assessora de comunicação, e ele diretor). Ao chegar no topo da escada, lá estava dr. Isaac sentado numa poltrona, tranquilamente fumando seus cigarros matinais.
Todos os dias eu lhe implorava para parar de fumar, e a resposta era a mesma: "Querida, você não fuma, tem asma e vive com falta de ar; eu fumo duas carteiras por dia, jogo futebol e tenho uma saúde de ferro". Hoje veio a resposta, velho teimoso!

De menino de rua à promotor de justiça

Isso mesmo, o elegante dr Isaac Benchimol foi menino de rua. Cearense, ainda criança mudou-se para Goiânia com os pais e os oito irmãos, fugindo da seca. Aos dez anos de idade, ele engraxava sapatos nas ruas, para ajudar no sustento da família. Mesmo assim, Isaac aprendeu ler e escrever, entretanto não podia frequentar a escola. “Na escola do mundo, não se tem opção. A prioridade é a sobrevivência, e nas ruas a tentação para praticar pequenos vícios era muito grande, mas consegui sofrear esses instintos”, dizia orgulhoso.

Antes de chegar no Ministério Público Estadual, Isaac Benchimol trabalhou como cobrador de ônibus, operário e mecânico, e foi trabalhando de dia e estudando à noite, que concluiu o segundo grau e fez curso técnico de contabilidade. Sempre apaixonado pelo futebol, chegou a jogar no Goiânia Futebol Clube, mas por pouco tempo, pois queria estudar mais.

Foi muito difícil concluir o ensino médio, mas para Isaac o curso técnico era pouco, seu sonho era fazer uma Faculdade. Com muito esforço, em 1971 entrou para o curso de Direito da Universidade Católica de Goiás. Trabalhava num escritório de contabilidade de dia e estudava à noite. Mas logo casou-se e teve que deixar a faculdade devido às limitações financeiras. Três anos depois, retomou o curso, sempre trabalhando como contabilista.

Casado, e os cinco filhos chegando aos poucos, Isaac conseguiu, com muito esforço, formar-se em Direito e passar na OAB. Somente algum tempo depois de formado, ele deixou a contabilidade para advogar. Mas continuou estudando e foi aprovado no concurso para promotor de justiça.

Mesmo sendo da minha altura (1,60 m), dr. Isaac carinhosamente me chamava de Baixinha. Sua voz ecoa na minha cabeça: "Tenha calma Baixinha, tenha jogo de cintura, tenha diplomacia, o jogo é sujo..."

E como o jogo é sujo! Assisti, horrorizada, um grupo de colegas do dr. Isaac tentando derrubá-lo, mas ele era forte e sabia se defender. Descanse em paz, guerreiro.

domingo, janeiro 25, 2009

Sim. Nós podemos.



Chorei de emoção quando vi, pela TV, aquele negro sendo empossado no posto político mais alto do mundo. Obama não estava sozinho, além da sua família e de todos os negros presentes, ainda estavam lá Martin Luther King, Steve Biko, Nelson Mandela, Gandhi, Zumbi dos Palmares e milhares de pessoas que lutaram pela democracia racial no mundo, em todas as épocas.
Como será o governo dele, eu não sei, só sei que pior que o Bush é impossível. Para mim, a posse já foi um marco histórico por si. A Klu Klux Klan teve que se calar diante da família Obama. Os racistas nojentos estão tendo que engolir a vitória de um mestiço. E fico mais feliz ainda que a esposa de Obama também seja negra, pois aqui no Brasil, negro rico logo "compra uma loira popozuda" pra exibir por aí...

O racismo, para mim, é um dos piores preconceitos que podem existir. Julgar uma pessoa pela cor da pele é um absurdo injustificável!
Fui criada em São Paulo, onde o racismo é duro! Quando era criança, eu chorava muito quando ouvia coleguinhas me dizerem o seguinte: "minha mãe não quer que eu brinque com você, porque você é preta". Eu ouvi isso várias vezes. E só quem passou por isso sabe o que significa. E na escola, ainda tinha que aturar os apelidos: cabelo de bom-bril, cabelo de arame, dente de coelho. Logo entendi que nunca seria "bonita", então optei por estudar para "ser inteligente", na minha cabecinha de criança discriminada eu pensava assim.
Em São Paulo também é comum ouvirmos a expressão:"pessoa de cor". Que é uma maneira "elegante" da "raça pura" mencionar uma pessoa negra. Ora, que ridículo, toda pessoa tem cor, seja preto, branco, amarelo, vermelho, toda pele tem cor, depende da quantidade de melanina no corpo! De vez em quando ainda ouço "elogios" assim: "apesar da sua cor, você é muito inteligente"... Quando dou a resposta merecida, ainda há quem me chame de "mal educada"!
Sim, eu estou muito feliz pelo Obama. Chorei quando ele fez o juramento, de cabeça erguida. O processo eleitoral nos EUA é longo e massacrante e Obama venceu honestamente. Uma vitória de toda uma raça. Um marco na história mundial. Sinto-me vitoriosa também.




Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição. (...) Eu digo a vocês hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã.

Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais. Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter.

Eu tenho um sonho hoje! Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!

(...) E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho espírito negro: "Livre afinal, livre afinal. Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal."